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CIÊNCIA E TECNOLOGIA
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CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Postada em 12/02/2018 ás 16h01 - atualizada em 12/02/2018 ás 17h16
Afinal, tecnologia demais ajuda ou atrapalha?
Smartphones, redes sociais, aplicativos e tantas outras facilidades digitais tornaram-se parte inseparável do nosso cotidiano
Afinal, tecnologia demais ajuda ou atrapalha?

Foto: Reprodução.

Todos os dias, depois de uma noite de sono, a primeira coisa que fazemos ao despertar é abrir os olhos; a segunda é pegar o celular em cima do criado mudo ao lado da cama. Ao levantarmos e se dirigirmos ao banheiro, abrimos o Whatsapp para responder as mensagens que nos enviaram durante a madrugada e no fim do dia anterior – aquelas que deixamos de responder ou não. Em seguida, vamos até a cozinha para o rotineiro café da manhã, enquanto atualizamos cada uma das nossas redes sociais, Facebook, Instagram...



Se temos um compromisso pela manhã, seguimos para ao trabalho ou para algum curso com um olho no caminho e o outro no Twitter, para saber o que as pessoas estão comentando no mesmo instante, seja nos tranding topics ou no Moments, dentro da própria rede social.



E quando não estamos no celular, estamos no computador, no tablet, assistindo em nossa Smart TV a um filme ou uma série na Netflix, em um cinema 4K iMax, jogando em consoles como Playstation ou X-Box, navegando no Youtube ou escutando músicas streaming no Spotify... isso quando não fazemos qualquer coisa por meio de um aplicativo, seja para pedir comida, acompanhar o trajeto do ônibus ou do metrô, alugar um quarto de hotel, qualquer coisa.



Se você não está familiarizado ou nunca ouviu falar de todos estes termos e nomes, ou nem faz todas estas coisas que acabei de citar, provavelmente alguma delas você deve saber do que se trata. Talvez não tenha o costume de utilizar diariamente todas estas aplicações e facilidades tecnológicas, tão comum hoje em dia, entretanto, provavelmente nem fazia delas até pouco tempo.



Não vá me dizer que você já tinha Facebook ou Whatsapp há uns 3 anos? ou 5? e quem sabe dez? Pois é. A tecnologia acabou fazendo parte da nossa vida na medida em que ela nos transformou e nos adaptou a um estilo de vida nunca antes experimentado pela humanidade, e tudo isso de maneira surpreendentemente rápida.



A cada novo modelo de celular lançado no mercado, um outro, nem tão antigo assim, mas de uma geração anterior, é posto de lado ficando obsoleto; há pouco tempo isso até levava cerca de um ano ou dois, hoje é apenas uma questão de meses. Os próprios smartphones, não são mais considerados uma novidade, levando em consideração que tecnologias mais avançadas estão sendo desenvolvidas e em breve chegarão às nossas mãos – ou aos nossos olhos! Sim, óculos de realidade virtual inteligentes no lugar de celulares? Acredite se quiser. Isso sem citar a indústria como um todo: computadores, carros, casas, etc. Tudo repaginado e mais atualizado.



É meus amigos e amigas, nem Steven Spielberg e Robert Zemeckis em seu “De Volta Para o Futuro – Parte 2” poderiam prever o quanto a ciência poderia nos surpreender, e bem mais do que skates flutuantes, jaquetas que se secam sozinhas e anúncios de cinema em 3D. Todavia, uma dúvida surge quando nos deparamos cercados com toda essa praticidade futurística: a tecnologia é de fato boa para o convívio social?



É uma faca de dois gumes. Você pode dizer que não poderia imaginar fazer tantas coisas que faz hoje graças ao avanço científico-tecnológico dos últimos anos, e de maneira prática e rápida quanto antes. Poder contratar um serviço de táxi a qualquer hora do dia por meio de um toque no celular, por exemplo, ou gravar um vídeo de qualidade e enviar para a internet a qualquer momento só para mostrar para seus familiares e amigos – que, detalhe, também estão todos na rede – não eram coisas tão comuns assim. Já parou pra pensar em como era a vida antes dessa praticidade toda? Como conversar com alguém que não seja por mensagem ou áudios de poucos segundos era nada fácil?



Até falar ao telefone deixou de ser algo “normal”, se levarmos em consideração que num passado não tão distante assim era a maneira mais prática de se contatar alguém a longa distância: Whatsapp virou meio de comunicação; e-mail é uma ferramenta de trabalho; Skype é a uma boa opção para acompanhar reuniões de longe e estudar à distância é uma forma rápida de se conseguir o tão sonhado diploma sem sair de casa.



Fato é que a tecnologia ajuda, mas também pode atrapalhar, principalmente para os mais pessimistas. São muito mais comuns as doenças lombares nos jovens de hoje do que nos de tempos atrás, quando não era tão frequente passar horas numa postura inadequada, nos inclinando como corcundas, sem desgrudar um segundo se quer da tela do tablet ou do celular.



Por falar nisso, você já ouviu falar de nomofobia? Pode ser que não, no entanto, e se eu te contar que você pode ter isso e nem sabe? Trata-se da síndrome da dependência pelo uso excessivo do celular e da internet, já diagnosticada por muitos especialistas como uma das doenças da década. Há menos que você more no campo e leve uma vida muito pacata, não há com o que se preocupar... Se é que, no mundo em que vivemos, a tecnologia já não tenha invadido de vez a rotina dos mais caipiras, não é verdade?



Sem falar da ansiedade, o mal do século para muitos. Com a tecnologia nos permitindo executar nossas tarefas mais comuns de maneira muito veloz e descartável, roemos nossas unhas e arrancamos incontáveis fios de cabelo no desespero por preencher o pouco tempo que temos da maneira mais rápida e menos ociosa possível, graças à praticidade praticamente instantânea que a tecnologia traz diariamente - apenas um clique nos separa daquilo que queremos. Será que desaprendemos a inspirar e a respirar pausadamente como nos velhos tempos? Quem sabe?



Mas esta é uma pergunta que mais se encaixa para os mais velhos, não para a geração que vive seus 14 a 25 anos neste exato momento e que já nasceu em meio a avanços tecnológicos nunca antes vistos, como o estabelecimento por completo da internet e da mídia digital em nossas vidas. Para estes a correria do dia a dia é tão normal quanto a inutilidade do universo analógico. Dessa forma, será que existe vida após a morte das fitas cassete e VHS, das cartas e telegramas, do CD-Rom e do walkman?



Independente do futuro, a reflexão que quero lhe trazer é esta: de que a tecnologia traz prós assim como contras. Que a facilidade que ela nos oferece pode significar também prejuízos, sejam eles de afastamento social, comodismo e até problemas de saúde sérios. Já dizia a sabedoria popular que é preciso tirar o lado bom de tudo. Se a tecnologia traz tantas vantagens, precisamos aproveitá-la ao máximo, mas também tomar cuidado para não fazer dela nosso tanque de oxigênio inseparável, nesse mar que é a modernidade líquida da vida contemporânea – como bem diria Bauman – mesmo sabendo que a mesma vida já é hiper tecnológica quase que por inteira.



Viver sem a tecnologia tornou-se impossível, e mesmo que quiséssemos, não é melhor nos reduzirmos a homens das cavernas no meio de uma sociedade em que os carros só faltam voar – o que não é muito difícil de se imaginar. Contudo, se uma coisa sempre acompanhou o extinto pela sobrevivência dos seres humanos é a necessidade de fazer da ciência uma aliada nos afazeres mais complexos e simples do nosso cotidiano. Se a tecnologia mais ajuda do que atrapalha eu não sei de fato, mas uma coisa é inegável: desde a invenção da roda até ao drone, o mundo nunca mais voltou a ser o mesmo, e nem as pessoas.


FONTE: Leonardo Zamperlin
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