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Postada em 08/02/2018 ás 15h15 - atualizada em 08/02/2018 ás 15h15
A relação entre imprensa e treinadores
Normalmente pressionados, técnicos têm perdido a razão em alguns casos
A relação entre imprensa e treinadores

Foto: reprodução

Hoje a relação entre imprensa e técnicos de futebol anda muito estremecida. Fato esse que se agravou essa semana com a lamentável discussão entre o treinador Oswaldo de Oliveira e o repórter da rádio Inconfidência, Léo Gomide.



  Em suma, a discussão se deu em torno de uma “pergunta” ( e ficam as aspas por um motivo que explicarei já, já) que o jornalista fez ao treinador, que discordou com um tom extremamente  arrogante, fazendo com que Gomide reformulasse a questão.



No primeiro momento, o radialista havia supostamente feito uma análise daquilo que tinha acontecido em campo, e é aqui que cabe a explicação das aspas. Oswaldo tinha todo direito de não concordar a visão do entrevistador, porém deveria saber que o mesmo estava fazendo uma introdução para o questionamento final que seria: “Afinal, por onde o Atlético tentou atacar?”.  Em todo caso, analisar demais pode ser perigoso para quem está entrevistando.



E mais, Gomide começa dizendo que “PARECEU” que o Atlético não sabia  muito bem qual seria a estratégia utilizada. Ou seja, ele não afirmou nada. Apenas questionou algo que tinha reparado  e a resposta confirmaria ou não a sua percepção.



Depois disso, a coisa descambou para a falta de educação, pois o repórter também exagerou em momentos como o que disse: “Eu não cubro o Botafogo”. Assim, com os nervos à flor da pele, o treinador “supostamente” teria ouvido um xingamento do profissional de imprensa e partiu, sim, para a agressão. Embora alguns tentem negar, Oswaldo perdeu o controle e utilizou de autoritarismo para cima do jornalista.



A lição que se tira para nós, profissionais de imprensa, é que todo cuidado é pouco na hora de perguntar e que certos tipos de análise podem  irritar quem está sendo perguntado. Todavia,  nossos treinadores devem estar cientes que quando se deixa de responder alguma questão, não é o repórter que está sendo prejudicado, mas sim ele mesmo, que deixa de esclarecer algo importante para a sua torcida.



Com tudo isso, a pior atitude foi a do Atlético MG, que proibiu o profissional de frequentar as coletivas do clube. É preciso entender que  barrar a liberdade de imprensa é uma das coisas mais covardes que se pode ter quando se trata de algo tão importante para milhões de pessoas como é o caso do clube mineiro.


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